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6 mulheres brasileiras com deficiência cheias de atitude

por Marina Yonashiro

Descrição da imagem: foto colorida da Terezinha Guilhermina sorrindo e levantando seus braços em vitória. Ela usa uma venda enfeitada com lantejoulas coloridas, xuxinhas azuis no cabelo, mangas de tatuagem falsas nos seus braços e a camisa do Brasil. No seu pulso, há uma pulseira laranja de tecido para onde o parceiro da corrida segura. No fundo, é possível ver a pista de corrida.

Crédito: Patrícia Santos / CPB

No Dia Internacional da Mulher separamos 6 histórias de mulheres com deficiência para você se inspirar e começar a conquistar o mundo!

Danieli Haloten

Nasceu em fevereiro de 1980, em Curitiba (Paraná). Sua deficiência visual é congênita e desde pequena seus pais lutaram para reverter a situação. Danieli também lutou, mas de outra forma: decidiu fazer limonada com os limões que a vida lhe deu.

Formou-se em jornalismo e artes cênicas. Aos 20 anos, correu atrás de patrocínios para colocar no ar seu primeiro programa na televisão: Danieli Multhishow, transmitido pela Band/PR. Além de trabalhar em assessorias, jornais e rádios, participou do Profissão Repórter quando este era um quadro do programa dominical Fantástico.

Em 2009, Danieli Haloten atuou na novela Caras&Bocas, da Rede Globo.

Para saber mais, conheça o currículo de Danieli Haloten.

Dorina Nowill

Nasceu em maio de 1919, na capital paulista. Aos 17 anos, perdeu a visão devido a uma doença não identificada. O susto foi grande – principalmente porque não havia tanta informação sobre e tecnologia para pessoas com deficiência. Mas parece que as adversidades tornaram-na mais forte: ela foi a primeira aluna cega a integrar um curso regular na Escola Caetano de Campos, em São Paulo. Em 1946, viajou para os Estados Unidos com o objetivo de trazer equipamentos para transcrever livros para pessoas cegas. No mesmo ano nascia a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, a futura Fundação Dorina Nowill para Cegos.

Além de ter construído, ao longo dos anos, a maior imprensa braille em capacidade da América Latina, Dorina Nowill foi pioneira no investimento dos livros falados – gravados primeiramente em fita cassete, na década de 70.

Em 1981, discursou na Assembleia Geral das Nações Unidas, entre outros congressos e reuniões que participou ao redor do mundo.

Para conhecer mais a história fascinante de Dorina Nowill, acesse o site de sua fundação.

Kátia Cega

Kátia Garcia Oliveira, também conhecida como Kátia Cega, nasceu em março de 1962, na capital fluminense. Sua deficiência visual deveu-se ao seu nascimento prematuro, aos seis meses de gestação. Até os 16 anos enxergava claridade, mas depois tornou-se completamente cega.

Sua carreira como cantora decolou por talento, força de vontade e por sua voz ter sido elogiada e divulgada pelo Rei Roberto Carlos. Kátia ficou muito famosa na década de 80, vendendo mais de um milhão de discos. Seu hit, que voltou às redes sociais nos últimos anos, chama-se Qualquer Jeito. Acesse YouTube para ouvir a música.

Conheça-a melhor lendo essa reportagem sobre a cantora.

Maria da Penha

Maria da Penha Maia Fernandes nasceu em 1945, em Fortaleza (Ceará). Formou-se em Farmácia e Bioquímica em 1966, Mas foi na pós-graduação que conheceu o colombiano Marco Viveros, seu futuro marido e o responsável pela sua deficiência física.

Maria da Penha conta que o relacionamento dos dois mudou após o nascimento da segunda filha, que coincidiu com o fim do processo de naturalização dele.

A partir daí, as agressões contra Maria da Penha se iniciaram, o que culminou com um tiro em suas costas, no ano de 1983. A violência fez com que ela perdesse o movimento das pernas.

Depois disso, foram muitos anos de luta (sob a cadeira de rodas) para que só em 2006 as mulheres conquistassem uma lei que as protegesse de violência doméstica: a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Saiba mais acessando o site do Governo Federal.

Terezinha Guilhermina

Nasceu em outubro de 1978 em Esmeraldas (Minas Gerais), com retinose pigmentar, uma doença que provoca a perda gradual da visão. Desde cedo gostava de esportes, principalmente o atletismo. Porém, não pôde dedicar-se a ele logo de cara porque não possuía um par de tênis para correr – nem dinheiro para comprá-los.

Em 2000, sua irmã mudou seu destino – e do Brasil também – ao dar a Terezinha um par de tênis de corrida. Ela se dedicou tanto que, em 2008, ganhou seu primeiro ouro nas Paralimpíadas de Pequim. Desde então, ela não largou o pódio, seja com medalhas de ouro, prata ou bronze.

Conheça a história da atleta acessando a página das Paralimpíadas de 2016.

Vanessa Vidal

Nasceu em março de 1984, em Fortaleza (Ceará). Sua surdez é congênita e sua força de vontade também vem desde o berço.

Estudante de ciências contábeis e letrasLibras, tornou-se modelo profissional. No ano de 2008, foi coroada Miss Ceará e ficou em segundo lugar no concurso de Miss Brasil.

Atualmente trabalha com ensaios fotográficos, desfiles, catálogos e outdoors como modelo; já como instrutora de Libras, trabalha em escolas, repartições públicas, eventos e cursos.

Conheça mais sobre a modelo acessando o site oficial de Vanessa.